A PIF é uma das doenças mais fatais a que os gatos estão sujeitos e o pior é que na maioria dos casos a detecção é difícil e os exames são, em muitos casos, inconclusivos.
Em tese, qualquer gato pode ser portador de PIF, seja um gatinho abandonado na rua, seja um gato "de raça" comprado por 5.000 reais por gatil que visa lucro.
Sabemos de casos de gatos "de raça" que morreram de PIF com 6 meses, mas nesses casos é muito provável que os vendedore$ sabiam sim do problema, mas por motivos óbvio$, não avisaram aos compradores.
Bem diferente é a situação de gatos abandonados e recolhidos por ONGs e protetores, que não tem como saber se o gato é sintomático para PIF, ainda mais porque não sabem a origem dos pais do gato e da linhagem genética.
Já vi caso em que um gato passou por 6 veterinários e só o último detectou a PIF. Isso não significa que os outros 5 veterinários foram incompetentes, mas talvez os sintomas não permitiam o diagnóstico quando foram consultados.
O fato de um gato ter PIF não significa necessariamente que os gatos que tiveram contato com ele vão também ser afetados.
Existem casos em que um único gato da ninhada teve PIF e os irmãos não tiveram problema algum.
Já vi caso de gata que morreu de PIF e que também era positiva para Aids felina, mas um gato com que convivia diariamente testou negativo para Aids felina e Leucemia e, além disso, não apresentou sintoma algum de PIF passados anos da morte da gata.
Na maioria dos casos a PIF atinge gatos com até 6 meses de vida, e em menor número, gatos de até 2 anos de idade.
Assim, quem por exemplo já teve caso fatal de PIF e quer adotar um gato com pouca chance de ter a doença, deve adotar gato com acima de 2 anos, ou melhor ainda, acima de 3 anos de vida.
Alguns gatos só apresentam sintomas de PIF na velhice, mas como disse uma amiga minha "de alguma coisa o gato vai morrer na velhice".
O portal medicinafelina.com.br recomenda que quem tem gato e perdeu algum com PIF adote um com mais de 2 anos, por esse motivo.
Existem vários textos sobre PIF na Internet e os mais complexos são em inglões (peritonitis feline).
O melhor texto que encontrei veio do site FELINOS URBANOS:
"Sem vacina segura, sem diagnóstico fiável e, sobretudo sem cura, a PIF é a infecção mais mortífera nos gatos.
A Peritonite Infecciosa Felina (PIF) é causada por uma das dezenas variantes do coronavírus.
A presença do coronavírus nos gatos é uma doença benigna, que geralmente não causa sintomas e que os gatos acabam por combater eficazmente através da ação do próprio sistema imunológico.
Na realidade, a maioria dos donos não chega a saber que o gato esteve infectado por este vírus.
Contudo, em 1 a 3% desses casos, o coronavírus degenera numa variante imunomediada quase sempre letal.
A detecção da PIF não é tão fácil como, a princípio, poderia parecer. Os sintomas são comuns a outras doenças e ainda não há nenhum método em que não ocorram falsos negativos ou falsos positivos, ou seja, gatos que se pensava
estarem infectados e mais tarde verifica-se que não, e gatos que se pensava não estarem infectados e mais tarde verifica-se que estavam.
Um veterinário que conheço define a PIF como uma "resposta errada" ao coronavírus, ou seja, enquanto a maioria dos gatos conseguem dar uma resposta correta e não serem afetados, os outros não conseguem.
Há que se considerar também que há diversas outras doenças, algumas de origem genética e de detecção e tratamento difíceis ou impossíveis, que podem atingir os gatos, assim como atingem cães e pessoas.
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